Aviso aos navegantes, itinerantes e afogantes que está reaberta a temporada de posts neste blog. Aguardem as atualizações, feitas sempre que possível.
Bloody Mary
quinta-feira, 30 de abril de 2009
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Isquindô! Isquindô!

Abra suas asaaaaaaaaaaaaas
Solte suas feeeeeeeeeeras
Caia na gandaia
Entre nesta festaaaa
(Musiquinha do Senna)
(Confetes jogados para o alto)
(Taças de champanhe batendo)
(Todos usando suas melhores roupas)
A lei antifumo foi aprovada!!!!!!!!!
Quanto riso, oh, quanta alegria! Os mais de mil palhaços no salão vão chorrar pela cigarrilha proibida no meio da multidão!!!
Olha, enquanto muitos caras-pálidas ficam resmungando por aí, cheio de mimimis, eu abraço todos aqueles que gostam de desfrutar a liberdade de seus pulmões, garantida por lei. Um mambo bem caliente pra Red, que fez uma quase campanha antitabagista no seu blog. E dois dedos médios em riste pra secretária do escritório aqui ao lado, mais conhecida como Srta. Chaminé, que vive fumando na escada e empesteando todo o andar do nosso lindo prédio.
Vou comemorar daqui a noventa dias, em alguma balada cheirosinha!
Solte suas feeeeeeeeeeras
Caia na gandaia
Entre nesta festaaaa
(Musiquinha do Senna)
(Confetes jogados para o alto)
(Taças de champanhe batendo)
(Todos usando suas melhores roupas)
A lei antifumo foi aprovada!!!!!!!!!
Quanto riso, oh, quanta alegria! Os mais de mil palhaços no salão vão chorrar pela cigarrilha proibida no meio da multidão!!!
Olha, enquanto muitos caras-pálidas ficam resmungando por aí, cheio de mimimis, eu abraço todos aqueles que gostam de desfrutar a liberdade de seus pulmões, garantida por lei. Um mambo bem caliente pra Red, que fez uma quase campanha antitabagista no seu blog. E dois dedos médios em riste pra secretária do escritório aqui ao lado, mais conhecida como Srta. Chaminé, que vive fumando na escada e empesteando todo o andar do nosso lindo prédio.
Vou comemorar daqui a noventa dias, em alguma balada cheirosinha!
- Ilustração do cartunista Adão
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Shii
Caros leitores,
O Mind Your Step entrou em férias coletivas devido à recepção que a família Tudor teve que organizar para o encontro do G-20, entre outros afazeres.
Como as histórias das últimas semanas são muitas e o tempo é curto, deixo com vocês um vídeo politicamente incorreto. Como o propósito desta página não é tornar as pessoas melhores, abandono-os com o melhor do humor holandês.
-So long, farewell, goodbye, aufwiedersehen!
O Mind Your Step entrou em férias coletivas devido à recepção que a família Tudor teve que organizar para o encontro do G-20, entre outros afazeres.
Como as histórias das últimas semanas são muitas e o tempo é curto, deixo com vocês um vídeo politicamente incorreto. Como o propósito desta página não é tornar as pessoas melhores, abandono-os com o melhor do humor holandês.
-So long, farewell, goodbye, aufwiedersehen!
Update: o chato do Youtube tirou o vídeo do ar. Mas vocês podem conferir aqui, antes que o Tio Uol também resolva mudar de idéia.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
(Ir)respeitável público
Neste último fim de semana, fui ajudar meu tio, que é produtor, a vender cd´s e dvd´s após os shows do artista que representa.
Tudo muito bom, tudo muito bem. O conceito era simples: separar o material, arrumá-lo na bilheteria e aguardar o fim do show, quando pessoas civilizadas viriam observar as amostras já devidamente alocadas no balcão (sem seus respectivos cd´s dentro da caixa, por uma questão de precaução) e pagariam pela mercadoria a ser adquirida. Certo? Errado.
Foi uma loucura! Hordas de pessoas ensandecidas se acotovelavam diante do balcão, ignorando qualquer senso de civilidade ou algo meramente semelhante a uma fila. Os cd´s e dvd´s que estavam na parte interna do balcão e que, por supuesto, eram para serem vendidos e estavam teoricamente fora do alcance dos compradores, começaram a ser manuseados sem cerimônia por várias dúzias de seres humanos desprovidos de educação e bom-senso.
Em picos de vendas que duravam 15 minutos, eu tinha que dividir minha atenção em 298458 partes e pessoas, explicando qual cd tinha tal música, tal estilo, tal preço, apesar de já ter afixado previamente etiquetas no cartaz e nos cd´s, indicando os preços. As pessoas perguntavam o óbvio e eu, com um sorriso no rosto, respondia o ululante. Milhares de mãos esticadas portavam cédulas de reais impacientemente. O meu namorado, que não fala português, teve que ficar de olho nas pessoas que atacavam a mercadoria atrás do balcão, atento para qualquer manifestação de delito.
No sábado, eu até montei um cordão de isolamento e coloquei uma plaquinha escrito "Caixa" em cima do balcão, esperando que os desesperados consumidores finalmente fossem iluminados com a luz da organização. Ledo engano. Mesmo com um público considerado intelectual, seleto e alternativo, os instintos mais primitivos dos seres humanos insistem em se sobrepor a qualquer manifestação de coletividade.
Não bastasse tudo, a chuva nos castigou todas as noites, nos ensopando gratuitamente. Mas como dito, foram apenas picos de vendas e não foram gratuitos. Ganhei a minha comissão, circulei no backstage (que é sempre uma coisa muito bacana), conheci a produção toda, que é simpaticíssima, comi milhares de salgados e docinhos deliciosos dos camarins, assisti de graça ao show todos os dias e para o bem de todos e alívio geral da nação, fechei a contabilidade com perfeição. Nem um real a mais, nem um real a menos.
Três vivas à minha racionalidade diante do desespero!!!
Tudo muito bom, tudo muito bem. O conceito era simples: separar o material, arrumá-lo na bilheteria e aguardar o fim do show, quando pessoas civilizadas viriam observar as amostras já devidamente alocadas no balcão (sem seus respectivos cd´s dentro da caixa, por uma questão de precaução) e pagariam pela mercadoria a ser adquirida. Certo? Errado.
Foi uma loucura! Hordas de pessoas ensandecidas se acotovelavam diante do balcão, ignorando qualquer senso de civilidade ou algo meramente semelhante a uma fila. Os cd´s e dvd´s que estavam na parte interna do balcão e que, por supuesto, eram para serem vendidos e estavam teoricamente fora do alcance dos compradores, começaram a ser manuseados sem cerimônia por várias dúzias de seres humanos desprovidos de educação e bom-senso.
Em picos de vendas que duravam 15 minutos, eu tinha que dividir minha atenção em 298458 partes e pessoas, explicando qual cd tinha tal música, tal estilo, tal preço, apesar de já ter afixado previamente etiquetas no cartaz e nos cd´s, indicando os preços. As pessoas perguntavam o óbvio e eu, com um sorriso no rosto, respondia o ululante. Milhares de mãos esticadas portavam cédulas de reais impacientemente. O meu namorado, que não fala português, teve que ficar de olho nas pessoas que atacavam a mercadoria atrás do balcão, atento para qualquer manifestação de delito.
No sábado, eu até montei um cordão de isolamento e coloquei uma plaquinha escrito "Caixa" em cima do balcão, esperando que os desesperados consumidores finalmente fossem iluminados com a luz da organização. Ledo engano. Mesmo com um público considerado intelectual, seleto e alternativo, os instintos mais primitivos dos seres humanos insistem em se sobrepor a qualquer manifestação de coletividade.
Não bastasse tudo, a chuva nos castigou todas as noites, nos ensopando gratuitamente. Mas como dito, foram apenas picos de vendas e não foram gratuitos. Ganhei a minha comissão, circulei no backstage (que é sempre uma coisa muito bacana), conheci a produção toda, que é simpaticíssima, comi milhares de salgados e docinhos deliciosos dos camarins, assisti de graça ao show todos os dias e para o bem de todos e alívio geral da nação, fechei a contabilidade com perfeição. Nem um real a mais, nem um real a menos.
Três vivas à minha racionalidade diante do desespero!!!
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selva urbana,
sem-noçãum
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Largo da Batata Fashion Week
People of England,
Eu sei que tenho muito pano pra manga de um post sobre a festa de formatura da minha turma da faculdade. Mas eu confesso que, além da preguiça que me acomete no momento, desfruto de merecidas nove semanas e meia de amor. Yes, Mr. Tudor está em Terra Brasilis e eu pretendo gastar meu tempo de forma bastante otimizada, e não necessariamente alimentando esta página. Naturalmente que não deixarei meu reino ao léu, só não garanto assiduidade.
Para aliviar um pouco a imagem de sanguinária, resolvi cumprir uma promessa feita à Gabriela, publicando neste espaço uma foto cobiçadíssima pelo The Sun:
Para resguardar a minha privacidade e a dos demais membros da realeza, utilizei meus dotes no Paint, modificando ligeiramente a imagem. (Ok, bandeira branca, eu não me formei em informática!).
Eu sei que tenho muito pano pra manga de um post sobre a festa de formatura da minha turma da faculdade. Mas eu confesso que, além da preguiça que me acomete no momento, desfruto de merecidas nove semanas e meia de amor. Yes, Mr. Tudor está em Terra Brasilis e eu pretendo gastar meu tempo de forma bastante otimizada, e não necessariamente alimentando esta página. Naturalmente que não deixarei meu reino ao léu, só não garanto assiduidade.
Para aliviar um pouco a imagem de sanguinária, resolvi cumprir uma promessa feita à Gabriela, publicando neste espaço uma foto cobiçadíssima pelo The Sun:
Eis o meu outfit. Não é YSL nem Valentino, mas não me deixou na mão. Entre plumas e paetês, garanto que meu vestido Pomme de Terre Couture foi o mais confortável e fresquinho daquele salão!
Quanto à faixa, está escrito "Miss Princípios". E esta é uma história para outro post.
Yours sincerely,
Mary
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Sem cerimônia
Então que ontem foi a colação de grau da minha turma.
Aquela coisa toda, né? Decoração cafona, com flores penduradas (caídas) numa mesa coberta de um pano azul-royal, música de um, cof, coral (que na verdade eram duas pessoas, um homem e uma mulher, acompanhados por um teclado), mestre-de-cerimônias com a voz grave e problemas com próclise, ênclise e mesóclise e uma horda de pais orgulhosos, formandos sorridentes e um total discenso em relação ao dress code da cerimônia.
Eu me acomodei no fundo da platéia, junto aos meus amigos igualmente não pagantes daquela festa. No fim das contas, todos concordamos que foi ótimo não ter aderido ao pacote da colação de grau que, sozinha, custava 700 reais (naonde que a uma hora de cerimônia custou tanto???). Nada saiu do script. Antes da entrada dos formandos e suas becas, os cantores cantaram em solo (ai, meus ouvidos) uma música cada um. Detalhe: eram músicas bregas de dor-de-cotovelo. Oi? Cadê aqueles clichês de "Amigos para Sempre", "We are the champions" ou similares? Enfim. Depois da devida acomodação dos formandos "oficiais" (pagantes), o tal do mestre-de-cerimônias começa a ladainha.
Ok, este é um capítulo à parte: foi anunciado o vice-coordenador do curso. Alô-ou? O meu coordenador nem sequer deu as caras na colação. O cara é tão ausente, tão ridículo, tão %!#%@?^ (insira o insulto de sua preferência) que teve a pachorra de não prestigiar a nossa formatura. Não bastasse isso, o vice-coordenador, encarregado de iniciar a cerimônia oficialmente, diz "Declaro a abertura dos trabalhos". Oh dear, parece que a gente está em uma conferência e que a mesa em cima do palco é composta de acadêmicos que vão discutir algum tema na rodada, e não um grupo de acadêmicos homenageados com flores e discursos piegas.
Em seguida, vieram as falas das duas oradoras das turmas. A da minha sala fez um discurso divertido, provocando muitas risadas. A da outra sala provocou vergonha alheia, proferindo um discurso confuso, superficial e tropeçando diversas vezes na leitura da sua cola. Shame shame shame.
Logo após, os dois paraninfos tomaram o palanque. O nosso, confuso como sempre, acabou dando uma aula no lugar de uma lição de vida aos formandos. O outro conseguiu ser tão poético que um cisco quase entrou no meu olho.
Acredito que nessa ordem, posteriormente vieram as homenagens aos professores e pais (com direito a flores de cada formando para sua família, o que gerou um certo congestionamento de pessoas perdidas entre as fileiras dos assentos do teatro) e finalmente o juramento, que eu nem sabia que existia para o meu curso.
Mais uma música descontextualizada ("Abra suas asas, solte suas feraaaas") e fim.
Na verdade, a noite não foi ruim. Eu me diverti com a obviedade da coisa toda e depois da cerimônia fui com meus amigos (pagantes com suas famílias e não pagantes sem) para uma pizzaria. Lotamos várias mesas e nos empanturramos enquanto jogávamos conversa fora, hidratados com muito chope.
O saldo, sem dúvida, foi positivo. Adoro a minha turma, a minha panelinha da faculdade. Reconheço o que cada um representa pra mim. E sim, vou sentir falta dos tempos passados com eles diariamente nas carteiras da faculdade. Mas devo confessar que pra mim é muito mais significativo o que vamos fazer hoje e amanhã, que é ir ao bar comemorar o aniversário da minha amiga e na quinta revelar o amigo-secreto. Sem pompa, sem circunstância eu quero poder brindar e rir dos quatro longos anos que passamos juntos.
Aquela coisa toda, né? Decoração cafona, com flores penduradas (caídas) numa mesa coberta de um pano azul-royal, música de um, cof, coral (que na verdade eram duas pessoas, um homem e uma mulher, acompanhados por um teclado), mestre-de-cerimônias com a voz grave e problemas com próclise, ênclise e mesóclise e uma horda de pais orgulhosos, formandos sorridentes e um total discenso em relação ao dress code da cerimônia.
Eu me acomodei no fundo da platéia, junto aos meus amigos igualmente não pagantes daquela festa. No fim das contas, todos concordamos que foi ótimo não ter aderido ao pacote da colação de grau que, sozinha, custava 700 reais (naonde que a uma hora de cerimônia custou tanto???). Nada saiu do script. Antes da entrada dos formandos e suas becas, os cantores cantaram em solo (ai, meus ouvidos) uma música cada um. Detalhe: eram músicas bregas de dor-de-cotovelo. Oi? Cadê aqueles clichês de "Amigos para Sempre", "We are the champions" ou similares? Enfim. Depois da devida acomodação dos formandos "oficiais" (pagantes), o tal do mestre-de-cerimônias começa a ladainha.
Ok, este é um capítulo à parte: foi anunciado o vice-coordenador do curso. Alô-ou? O meu coordenador nem sequer deu as caras na colação. O cara é tão ausente, tão ridículo, tão %!#%@?^ (insira o insulto de sua preferência) que teve a pachorra de não prestigiar a nossa formatura. Não bastasse isso, o vice-coordenador, encarregado de iniciar a cerimônia oficialmente, diz "Declaro a abertura dos trabalhos". Oh dear, parece que a gente está em uma conferência e que a mesa em cima do palco é composta de acadêmicos que vão discutir algum tema na rodada, e não um grupo de acadêmicos homenageados com flores e discursos piegas.
Em seguida, vieram as falas das duas oradoras das turmas. A da minha sala fez um discurso divertido, provocando muitas risadas. A da outra sala provocou vergonha alheia, proferindo um discurso confuso, superficial e tropeçando diversas vezes na leitura da sua cola. Shame shame shame.
Logo após, os dois paraninfos tomaram o palanque. O nosso, confuso como sempre, acabou dando uma aula no lugar de uma lição de vida aos formandos. O outro conseguiu ser tão poético que um cisco quase entrou no meu olho.
Acredito que nessa ordem, posteriormente vieram as homenagens aos professores e pais (com direito a flores de cada formando para sua família, o que gerou um certo congestionamento de pessoas perdidas entre as fileiras dos assentos do teatro) e finalmente o juramento, que eu nem sabia que existia para o meu curso.
Mais uma música descontextualizada ("Abra suas asas, solte suas feraaaas") e fim.
Na verdade, a noite não foi ruim. Eu me diverti com a obviedade da coisa toda e depois da cerimônia fui com meus amigos (pagantes com suas famílias e não pagantes sem) para uma pizzaria. Lotamos várias mesas e nos empanturramos enquanto jogávamos conversa fora, hidratados com muito chope.
O saldo, sem dúvida, foi positivo. Adoro a minha turma, a minha panelinha da faculdade. Reconheço o que cada um representa pra mim. E sim, vou sentir falta dos tempos passados com eles diariamente nas carteiras da faculdade. Mas devo confessar que pra mim é muito mais significativo o que vamos fazer hoje e amanhã, que é ir ao bar comemorar o aniversário da minha amiga e na quinta revelar o amigo-secreto. Sem pompa, sem circunstância eu quero poder brindar e rir dos quatro longos anos que passamos juntos.
Meu pé, meu querido pé que me aguenta o dia inteiro-o-o
Demorei mas volte à ativa. Aviso aos navegantes que o trabalho (aka o único lugar onde tenho acesso à Internet durante a semana) está bastante corrido, o que me dificulta na hora de atualizar a minha vida cibernética. Mas no último fim-de-semana pude desfrutar de uma trégua nas responsabilidades e fui com o clã Tudor para a maravilhosa Ilha Bela.
De mala, cuia e agregados, a família rumou sentido litoral norte com pouco dinheiro no bolso e saúde pra dar e vender, mudando um pouco as promessas de ano novo. Conseguimos emprestado de amigos muito legais uma casa na ilha que era pequena mas muito aconchegante e tinha o principal objeto de felicidade de um turista na praia: uma piscina!
Passei 3 dias por lá, comendo, torrando no sol e nadando no mar e na água adoçada com cloro. Fomos pras praias do Curral e Grande (não confundir com o esgoto do litoral sul). Não preciso dizer que o sol maravilhoso que castigou a minha alva pele estava presente durante todo o dia, propiciando que esta que vos fala passasse do Branco Omo pro Beje Baunilha. Foi bom, muito bom. Papai mestre-cuca preparou um delicioso risoto de frutos do mar, que atacamos numa tarde esfomeada à beira da piscina. Resolvi que essa seria a minha Ilha de Caras e desfrutei de todo luxo e sofisticação que as águas cristalinas da Ilha podem oferecer.
Tudo muito bom, tudo muito bem... até que a gente recorda que a Ilha Bela é famosa pelo sorvete Rocha e pelos demônios insuportáveis encarnados na forma de borrachudos. Táqueupariu! O banquete que esses seres malévolos fizeram no meu tornozelo é de deixar Babette com inveja. Uma verdadeira orgia gastronômico-sanguínea foi promovida sem o meu consentimento. Lógico que a lei de Murphy que controla a sua, a minha, as nossas vidas permite que eu, um ser elevado espiritual e fisicamente seja, alérgica às picadas dos abomináveis bichinhos. É claro que a sorte grande que resolveu me abraçar e nunca mais me soltar fez com que meus tornozelos ficassem inchados como uma portadora de elefantíase bem na semana da minha formatura. Parabéns, destino, você cumpriu novamente sua função.
Agora, o que me resta é me besuntar com quilos e mais quilos de Fenergan, deixar os pezinhos para o alto e gastar dinheiro com ônibus, já que andar a pé é um martírio.
Com isso, tive que postergar inclusive a segunda rodada de compras para o baile de sexta-feira, já que tenho uma pendência com sapatos. Agora me diz como eu vou conseguir comprar um sapato de salto (ou mesmo experimentar) se eu mal consigo fechar a fivela de uma sandália rasteirinha? Se eu estou indo trabalhar de Birkenstocks, como eu vou dançar chão-chão-chão com sete centímetros abaixo da planta dos meus pés?
O que me resta é torcer para que as Havaianas sejam distribuídas logo nos primeiros 20 minutos de festa...
De mala, cuia e agregados, a família rumou sentido litoral norte com pouco dinheiro no bolso e saúde pra dar e vender, mudando um pouco as promessas de ano novo. Conseguimos emprestado de amigos muito legais uma casa na ilha que era pequena mas muito aconchegante e tinha o principal objeto de felicidade de um turista na praia: uma piscina!
Passei 3 dias por lá, comendo, torrando no sol e nadando no mar e na água adoçada com cloro. Fomos pras praias do Curral e Grande (não confundir com o esgoto do litoral sul). Não preciso dizer que o sol maravilhoso que castigou a minha alva pele estava presente durante todo o dia, propiciando que esta que vos fala passasse do Branco Omo pro Beje Baunilha. Foi bom, muito bom. Papai mestre-cuca preparou um delicioso risoto de frutos do mar, que atacamos numa tarde esfomeada à beira da piscina. Resolvi que essa seria a minha Ilha de Caras e desfrutei de todo luxo e sofisticação que as águas cristalinas da Ilha podem oferecer.
Tudo muito bom, tudo muito bem... até que a gente recorda que a Ilha Bela é famosa pelo sorvete Rocha e pelos demônios insuportáveis encarnados na forma de borrachudos. Táqueupariu! O banquete que esses seres malévolos fizeram no meu tornozelo é de deixar Babette com inveja. Uma verdadeira orgia gastronômico-sanguínea foi promovida sem o meu consentimento. Lógico que a lei de Murphy que controla a sua, a minha, as nossas vidas permite que eu, um ser elevado espiritual e fisicamente seja, alérgica às picadas dos abomináveis bichinhos. É claro que a sorte grande que resolveu me abraçar e nunca mais me soltar fez com que meus tornozelos ficassem inchados como uma portadora de elefantíase bem na semana da minha formatura. Parabéns, destino, você cumpriu novamente sua função.
Agora, o que me resta é me besuntar com quilos e mais quilos de Fenergan, deixar os pezinhos para o alto e gastar dinheiro com ônibus, já que andar a pé é um martírio.
Com isso, tive que postergar inclusive a segunda rodada de compras para o baile de sexta-feira, já que tenho uma pendência com sapatos. Agora me diz como eu vou conseguir comprar um sapato de salto (ou mesmo experimentar) se eu mal consigo fechar a fivela de uma sandália rasteirinha? Se eu estou indo trabalhar de Birkenstocks, como eu vou dançar chão-chão-chão com sete centímetros abaixo da planta dos meus pés?
O que me resta é torcer para que as Havaianas sejam distribuídas logo nos primeiros 20 minutos de festa...
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
Povão Pride
Eu me formei. Quero dizer, estou para me formar, ainda que não tenha escrito meu TCC (Trabalho de Conclusão de Curso, monografia, ou sei-lá-como se chama no seu vocabulário). A questão é que semana que vem tem a minha festa de formatura. Na verdade eu não queria entrar NESTE mérito da questão, já que eu não aderi ao pacote colação de grau & baile por vários motivos. Acho muito caro (R$ 2.145, se add na minha conta do Banco Real) e detesto essa mercantilização das festas em geral (debutante, casamento, formatura). Acho um porre uma empresa mandar e desmandar numa comemoração que deveria ser pessoal (no caso, grupal). Fora que eu acho brega a história da valsa, do papel picado, do vestidão de chiffon... essas coisas todas que as pessoas (no caso, as meninas) acham superhipermegaimportantes e imprescindíveis. Eu passo. Sem contar que dos ritos de passagem, este é dos menos importantes pra mim. Tá, legal, me formei, UHU! Prefiro ainda assim viajar com a minha turma (meus amigos, e não meus colegas com os quais eu nem conversei ao longo de quatro anos).
Anfã, eu vim escrever sobre outra coisa. Não adianta, eu me conheço. Assim como as minhas amigas, que me apelidaram de Miss Princípios. Essa história da formatura revolve o espírito revolucionário dentro de mim. A questão REAL deste post é que ontem eu fui bater perna em Pinheiros pra comprar o meu vestido.
Como era de se esperar, a região é bem barata. Não queria de jeito nenhum gastar muitas centenas de realetas num vestido brega que eu usaria uma ou duas vezes na vida. Sou básica demais para me arriscar em tafetás, rendas e drapeados. Sem contar que uma vez por Era Glacial aparece um evento que exija um longo. Bati muita perna, já que mercadoria barata= made in East. Não é por nada não, mas quase todas as lojas que eu visitei tinham a mesma (má) qualidade, com vestidos costurados na Coréia (do Norte, provavelmente). Todo vestido legalzinho que eu vi tinha um caimento esquisito, uma costura aberta, um acabamento mal-feito. Não nego que vi um ou dois bem interessantes, pretos e sem frufrus. No máximo uma saia reta plissada. Mas ainda assim não havia me convencido em gastar uns 160, 170 reais em uma peça que podia provocar um strip-tease involuntário durante o chão chão chão que vai rolar na festa.
Depois de três horas irritantemente destinadas a experimentar vestidos e mais vestidos (como eu ODEIO experimentar roupa!) e vivendo momentos únicos ao lado de vendedoras inexperientes/sem noção que me agraciavam com pérolas como "Você é a formante (sic)?" ou "Mas você é básica demais, hein?", ou ainda que pediam licença DEPOIS de terem aberto a cortina no provador enquanto eu estava trocando de roupa, eu finalmente econtrei um rolo de pano cerzido pra chamar de meu! Numa loja a duas quadras do malfadado Largo da Batata adquiri um tomara-que-caia indescritível. Não sei o nome do pano, mas sei que ele é beeeem levinho e não marca o corpo, fica solto, não emoldurando minhas banhas. A cor... hm... imagine um tye dye cinza, beje e verde. Imaginou? Agora imagine bonito, e não essa gosma hippie horrorosa que invadiu seus pensamentos. Pronto. Este é meu vestido, sem mais nem menos. Adorei porque ele é tão versátil que eu posso usar numa noite na praia com um chinelinho rasteiro ou numa ocasião chique como a minha formatura. Confesso que encontrar uma sandália que combine vai ser um pouco complicado. Eu detesto tons metálicos, como dourado, prateado e cobre, essas cores típicas de festa. Tenho uma semana pra me resolver.
Em suma, fiquei contente com o resultado. Ao contrário das minhas amigas, que estão há uns seis meses preocupadas com o vestido, gastando montanhas de dinheiro com costureira, lojas chiques e acessórios mirabolantes, eu posso dizer que não me estressei, não me endividei e du-vi-de-o-dó que exista alguém naquela festa com um modelito igual.
Porque alta costura, meus amores, é pra perdedores.
Anfã, eu vim escrever sobre outra coisa. Não adianta, eu me conheço. Assim como as minhas amigas, que me apelidaram de Miss Princípios. Essa história da formatura revolve o espírito revolucionário dentro de mim. A questão REAL deste post é que ontem eu fui bater perna em Pinheiros pra comprar o meu vestido.
Como era de se esperar, a região é bem barata. Não queria de jeito nenhum gastar muitas centenas de realetas num vestido brega que eu usaria uma ou duas vezes na vida. Sou básica demais para me arriscar em tafetás, rendas e drapeados. Sem contar que uma vez por Era Glacial aparece um evento que exija um longo. Bati muita perna, já que mercadoria barata= made in East. Não é por nada não, mas quase todas as lojas que eu visitei tinham a mesma (má) qualidade, com vestidos costurados na Coréia (do Norte, provavelmente). Todo vestido legalzinho que eu vi tinha um caimento esquisito, uma costura aberta, um acabamento mal-feito. Não nego que vi um ou dois bem interessantes, pretos e sem frufrus. No máximo uma saia reta plissada. Mas ainda assim não havia me convencido em gastar uns 160, 170 reais em uma peça que podia provocar um strip-tease involuntário durante o chão chão chão que vai rolar na festa.
Depois de três horas irritantemente destinadas a experimentar vestidos e mais vestidos (como eu ODEIO experimentar roupa!) e vivendo momentos únicos ao lado de vendedoras inexperientes/sem noção que me agraciavam com pérolas como "Você é a formante (sic)?" ou "Mas você é básica demais, hein?", ou ainda que pediam licença DEPOIS de terem aberto a cortina no provador enquanto eu estava trocando de roupa, eu finalmente econtrei um rolo de pano cerzido pra chamar de meu! Numa loja a duas quadras do malfadado Largo da Batata adquiri um tomara-que-caia indescritível. Não sei o nome do pano, mas sei que ele é beeeem levinho e não marca o corpo, fica solto, não emoldurando minhas banhas. A cor... hm... imagine um tye dye cinza, beje e verde. Imaginou? Agora imagine bonito, e não essa gosma hippie horrorosa que invadiu seus pensamentos. Pronto. Este é meu vestido, sem mais nem menos. Adorei porque ele é tão versátil que eu posso usar numa noite na praia com um chinelinho rasteiro ou numa ocasião chique como a minha formatura. Confesso que encontrar uma sandália que combine vai ser um pouco complicado. Eu detesto tons metálicos, como dourado, prateado e cobre, essas cores típicas de festa. Tenho uma semana pra me resolver.
Em suma, fiquei contente com o resultado. Ao contrário das minhas amigas, que estão há uns seis meses preocupadas com o vestido, gastando montanhas de dinheiro com costureira, lojas chiques e acessórios mirabolantes, eu posso dizer que não me estressei, não me endividei e du-vi-de-o-dó que exista alguém naquela festa com um modelito igual.
Porque alta costura, meus amores, é pra perdedores.
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Oftalmologista, me add
Citando a famosa vilã Flora, cuja novela eu acompanhei na reta final, devido a um pai noveleiro, ontem me senti uma anta histórica.
No caminho de volta para casa fui andando na calçada em direção a duas mulheres de meia-idade que iam no sentido oposto. Ao me aproximar, acreditei conhecer uma delas, uma professora da minha universidade. Percebi que ela me começou a me encarar também, num olhar de mútuo reconhecimento. Paramos, demos aquele "Ooooooi, tudo bem?", "Tudo, e você?", beijos. Dái que eu começo a estranhar: esse não é o sorriso dela. E ela me pergunta "Você está indo lá". Eu respondi "Estou indo pra casa". É, definitivamente não a conhecia. Fingi estar tudo bem, dei um sorriso amarelo e disse "Então tá, tchau!" e fui embora, quase rolando pela calçada de tanto rir de vergonha.
Pensando bem, não é tão mal assim, quando na rua você encontra uma anta da mesma espécie que você.
No caminho de volta para casa fui andando na calçada em direção a duas mulheres de meia-idade que iam no sentido oposto. Ao me aproximar, acreditei conhecer uma delas, uma professora da minha universidade. Percebi que ela me começou a me encarar também, num olhar de mútuo reconhecimento. Paramos, demos aquele "Ooooooi, tudo bem?", "Tudo, e você?", beijos. Dái que eu começo a estranhar: esse não é o sorriso dela. E ela me pergunta "Você está indo lá". Eu respondi "Estou indo pra casa". É, definitivamente não a conhecia. Fingi estar tudo bem, dei um sorriso amarelo e disse "Então tá, tchau!" e fui embora, quase rolando pela calçada de tanto rir de vergonha.
Pensando bem, não é tão mal assim, quando na rua você encontra uma anta da mesma espécie que você.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Me very happy
Tudo bem que o Kibeloco é um blog pop, com zilhões de leitores, etc. Mas vai que algum desavisado que passa por aqui ainda não viu o vídeo com o volante Anderson, ex-Grêmio, ex-Porto, atual Manchester United. Então, num arroubo de vergonha alheia, resolvi compartilhar com meus estimados visitantes a maravilhosa entrevista concedida a um canal inglês de televisão.
Para aquelas que são professoras de England, em especial, eu dedico becos elas vão rir afta afta a long time.
Sem mais delongas, Anderson na língua de Shakespeare:
Para aquelas que são professoras de England, em especial, eu dedico becos elas vão rir afta afta a long time.
Sem mais delongas, Anderson na língua de Shakespeare:
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